Da leitura para a prática
Depois da epifania que tive ao mergulhar no universo da estruturação da informação, chegou a hora de colocar a mão na massa. E como todo bom aprendizado, nada substitui a prática. Foi nessa fase que percebi: saber é importante, mas testar é vital.
Minha primeira grande lição foi entender que o marketing digital não é sobre criar grandes campanhas — é sobre criar pequenos experimentos com grande propósito.
Comecei pequeno: escrevendo posts em blogs gratuitos, criando vídeos curtos para responder dúvidas comuns e montando experimentos com títulos e formatos diferentes. E o mais importante: documentava tudo.
Foi nesse espírito que criei meu primeiro mini-plano de conteúdo em 4 semanas:
- Semana 1: Listei 5 dúvidas que eu mesmo tinha como consumidor.
- Semana 2: Criei um post para cada uma delas, usando linguagem simples, focando em uma resposta por post.
- Semana 3: Divulguei os posts com variações de título (testes A/B simples via redes sociais e e-mail).
- Semana 4: Analisei os resultados: CTR, tempo de leitura, comentários, compartilhamentos e leads gerados.
O resultado superou expectativas: um aumento de 20% no tempo médio de leitura e 2 leads qualificados capturados organicamente. Isso com conteúdo 100% gratuito e caseiro.
Aplicando na D Seiji: o caso Souf
Essa mentalidade experimental se transformou em metodologia quando fundei a D Seiji Agency. Um dos primeiros projetos em que aplicamos essa lógica foi com a Souf, uma empresa especializada em consultoria para redução de custos corporativos.
Desafio: A Souf não aparecia no Google para sua principal palavra-chave: “consultoria em redução de custos”. Era como ter uma loja numa rua sem tráfego.
Solução: Propus um ciclo de 4 semanas de testes, baseado nos princípios que eu havia usado em meus próprios experimentos:
- Pesquisa profunda de palavras-chave com SEMrush e análise de concorrência;
- Produção de 4 conteúdos otimizados, focando em responder perguntas reais do público-alvo;
- Aplicação de link building interno e externo;
- Monitoramento com Google Analytics e Google Search Console.
Resultado: em dois meses, a Souf já ocupava as primeiras posições no Google para seu principal termo. O tráfego cresceu 240% e os leads comerciais aumentaram 3x.
Aprendizado estratégico
Esse case reforçou para mim uma convicção: você não precisa esperar o conteúdo perfeito, você precisa começar com o conteúdo que responde de forma útil.
O ciclo de 4 semanas virou um modelo replicável. Hoje, adaptamos esse formato para diversos segmentos, inclusive com restrições regulatórias, como é o caso da indústria farmacêutica. Lá, todo conteúdo precisa respeitar diretrizes da Anvisa e mesmo assim conseguimos gerar engajamento, educar e gerar resultados.
Recomendações práticas para você aplicar agora:
- Escolha uma dor real da sua audiência e transforme em pergunta-título (ex: “Como reduzir custos sem cortar equipe?”).
- Crie um conteúdo direto, focado em apenas uma resposta. Seja simples, mas profundo.
- Use dois formatos de divulgação (ex: e-mail e LinkedIn). Compare os resultados.
- Analise KPIs simples: tempo de leitura, taxa de cliques, retorno qualitativo (DMs, e-mails, comentários).
- Ajuste e repita. O marketing digital é um ciclo iterativo, não um único lançamento.
Ferramentas que recomendo:
- Google Trends e AnswerThePublic para levantar perguntas populares;
- Google Docs + ChatGPT para rascunhar ideias e otimizar linguagem;
- Looker Studio para montar dashboards visuais de acompanhamento;
- Canva para gerar criativos rápidos e bons.
→ No próximo post: como as palavras-chave se tornaram minha principal ferramenta de criação, performance e posicionamento.

